Tecelagem e Malharia

Quarta-feira, Abril 27, 2005




Confeccionistas de todo o Brasil participam do Encontro da Moda


O Encontro da Moda, que acontece de 28 de junho a 01 de julho em São Paulo, pretende agregar em sua 29ª edição pequenas e médias confecções de todos os estados brasileiros para apresentar sua moda Primavera/ Verão 2006 a mais de seis mil compradores ¿ entre brasileiros e estrangeiros. O evento conta com o apoio da ABIT, entre outras entidades.

Na ultima edição, 107 empresas dos estados de Goiás, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Espírito Santo participaram do evento, gerando R$6,8 milhões em negócios.

Pela primeira vez, o Encontro da Moda promove uma Rodada de Negócios Internacionais. Potenciais exportadores, participantes do Encontro da Moda, serão apresentados a compradores internacionais de vários países e assim, terão a oportunidade de apresentar seus produtos para apreciação de especialistas do mercado externo, com perspectivas de fechar negócios.

O Encontro da Moda pode ser considerado o único salão de moda feminina do Brasil, por contar com a participação predominante de confecções de moda feminina especializadas em malha, linho, seda, viscose, tricot, jeans, sarja, streech, couro, camisaria, pinturas à mão com estampas exclusivas, bordados artesanais e números especiais que seguem a linha social, casualwear, sportswear, jeanswear, streetwear e noite; além de empresas especializadas em bijouterias e acessórios em couro, pedrarias e trabalhos artesanais.

Fonte: ABIT


Sexta-feira, Abril 22, 2005




Influência da África na moda ocidental é tema de exposição

Mostra acontece em museu da Bélgica

O Museu da Moda da Antuérpia , MoMu, organiza duas exposições temáticas por ano e a deste primeiro semestre, que rola até 14 de agosto, chama "Além do Desejo". A mostra fala sobre desejo, atitude e styling e trata de como a cultura africana influencia a moda ocidental. A exposição traz fotografias, roupas, tecidos e acessórios.

A África é motivo de inspiração para muitos estilistas ao longo do tempo. Yves Saint Laurent, que é algeriano, foi um dos principais divulgadores do tema ao lançar em 1967 sua coleção africana. O universo africano também inspirou Tom Ford na coleção de verão 2002 para a Rive Gauche YSL. Em 1997, John Galliano marcou a alta-costura com seus colares inspirados na tribo massai.

Neste verão 2005 no Hemisfério Norte, a influência africana pode ser vista nas coleções da Fendi, Dolce & Gabbana, Diane von Furstenberg, Roberto Cavalli e até na imagem rastafári da Prada, que já no verão 2004 usou assumidamente a África como inspiração.

A herança africana aparece na moda em estampas gráficas e de animais (onça, zebra, girafa, cobra), nos cáftans, nas sandálias de dedo e nos colares de contas, entre os diversos aspectos decorativos.

Fonte: Erika Palomino








A História do Bom Retiro

A história do bairro povoada por italianos, comercializada por judeus e hoje a era coreana.

No século XIX, a região entre os rios Tamanduateí e Tietê era formada por chácaras e sítios, e foi o nome de uma destas chácaras, "Bom Retiro", que deu origem ao nome do bairro.
As margens dos rios Tamanduateí e Tietê eram ricas em argilas, algumas olarias, aproventando-se disto, instalram-se na região mudaram o caráter do bairro, que antes servia de descanso para a população abastada da cidade.
A transformação maior se deu quando a Estrada de Ferro São Paulo Railway ("estrada de ferro Inglesa") se instalou na região em 1867. Com a ferrovia, depósitos e indústrias foram surgindo, bem como a primeira Hospedaria dos Imigrantes, transferida mais tarde para o Brás.
Nesta época os terrenos do Bom Retiro foram loteados a preços baixos o que atraiu aos imigrantes, principalmente italianos, a se instalarem nas redondezas.
No inicio do século XX, o bairro era formado por pequenas casas, cortiços e alguns pequenos estabelecimentos comerciais.
Durante este período, o comércio da Rua José Paulino (antiga Rua dos Imigrantes) era exercida principalmente por portugueses e alguns sírios, turcos ou libaneses, e era passagem obrigatória dos imigrantes que vinham do centro.
Os judeus vindos da Russia, Lituania e Polonia, chegaram na região no inicio do século XX e em número mais expressivo no final dos anos 30, em decorrência da Seugnda Guerra Mundial e foram dominando o comércio local.
Com a migração dos italianos para outros bairros, a maioria da população passou a ser formada por judeus, que construíram Sinagogas e escolas judaicas e isto perdurou até a década de 60, quando começaram a chegar os primeiros sul-coreanos.
Estes novos imigrantes, na década de 80, passaram a comprar as principais lojas da região e os judeus foram migrando para bairros de caráter mais residencial.
Hoje, o perfil cultural do bairro, reflete a cidade de São Paulo, uma junção de diferentes culturas. Da influência judaica encontramos sinagoas, a mais antiga está localizada na região, docerias e restaurantes. Os italianos deram nomes a ruas, fundaram cantinas e instituições ligadas a Igreja Católica. Dos coreanos, o bairro herdou Igrejas Presbiterianas, restaurantes e os estabeleciemtos comerciais. Mas no bairro também é possivel encontrar gregos, bolivianos, peruanos, lituanos,...

Fonte: Redação Circuito da Moda



Segunda-feira, Abril 18, 2005



Veludo é chique. De novo

Repaginado, o tecido típico de inverno desponta nas vitrines em versões sofisticadas, informais, mais frescas e conquista fãs entre os jovens

ELISA MARTINS



NOSTALGIA
Top e minissaia de veludo devorê Skunk. R$ 105 e R$ 121,40


ROMÂNTICO
Casaco de patchwork Daniella Martins. R$ 806. Bermuda Farm. R$ 84. Sandália Nativa. R$ 119,90


LUXO
Vestido de veludo de seda Isabela Capeto. R$ 1.081. Sapato LeLis Blanc. R$ 380


DESPOJADO
Top e calça de veludo Forum. R$ 180 e R$ 340


Em meio ao ar romântico e feminino que norteou as passarelas nacionais, o veludo apareceu como aposta nada ingênua. Pegou carona na onda de nostalgia e ressurgiu não só na forma tradicional dos vestidos sofisticados, como surpreendeu em versões despojadas, em calças e casacos. Ninguém diria, mas ele voltou. Prova de que nada como o tempo para a moda se reinventar e afastar o cheiro de naftalina do que já foi até considerado cafona. Repaginado e mais fresquinho graças a tratamentos dados ao tecido, o veludo saltou para as vitrines das principais coleções de outono-inverno.

''O veludo é ideal para o frio do Brasil, porque aquece e não é pesado como as peças de lã'', completa o estilista Tufi Duek, das grifes Forum e Triton. As duas marcas exibem veludo em jaquetas, calças, saias, blazers e vestidos, além de em acessórios como bolsas, mochilas, broches, bonés e sapatos. Se há restrições de uso? ''Não existem restrições na moda'', opina.

O experiente Tufi Duek pode estar certo no que diz respeito ao estilo. Afinal, a tendência atual é que cada um use o que quer. Mas o veludo desapareceu porque tinha muitas restrições, sim. Não só era usado em roupas sombrias e cafonas, como o tecido, pesado e quente, era inadequado a um inverno tropical.

A mudança aconteceu aí. Há dois anos, a Corduroy, maior fabricante de veludo cotelê da América Latina, recebeu uma encomenda da Levi's americana para desenvolver um tipo mais leve que o jeans, adaptado a roupas de meia-estação. Feita com fios de algodão e poliéster, a nova trama foi lavada e escovada várias vezes. O resultado foi chamado de spring cord, um tecido mais fresco e com menos pêlo. Conquistou grifes como Daslu, Cavalera, a italiana Diesel e a americana GAP. ''Como remete ao passado, o veludo é uma alternativa para a linha vintage, tendência que recupera modismos antigos'', diz Carlos Kanadani, diretor-comercial da Corduroy.

Entre as novidades da atual temporada, chamam a atenção justamente o veludo cotelê e o molhado (sim, aquele brilhante e reluzente). Tudo em clima retrô, ainda que com diferentes públicos-alvo. As mais moderninhas preferem o cotelê, mais macio, leve e moderno. As clássicas vão de veludo com forro e caimento tradicionais. ''O veludo é gostoso de usar e tem a cara do inverno'', opina a estilista carioca Isabela Capeto. O must da vez, no entanto, são as produções despojadas. Nada de roupas de festa ou casacão para noites frias de inverno. O veludo ganhou ares esportivos e conquistou o guarda-roupa dos jovens. ''Essa é a estação da delicadeza, e o veludo, um tecido antigo, vem com um espírito descontraído'', explica Silvia Camargo Borges, da grife Le Lis Blanc. Os casaquinhos e os sapatos de veludo de seda são o destaque da atual coleção da grife.

Versátil, o tecido pode ganhar bordados e aplicações. Não faltam casacos e calças com babados e laços ou jaquetas com detalhes nas mangas e nas laterais. As peças são criativas e caem bem com jeans. Nas passarelas internacionais da coleção outono-inverno 2006, ele apareceu como forte tendência. Esteve nas bermudas da Chanel, nos vestidos colados ao corpo de Jean Paul Gaultier, nos do tipo anos 30 de John Galliano, nos casacos masculinos da Gucci e nas saias bordadas de Oscar de la Renta. Marcou as curvas da cantora Beyoncé, que desfilou na cerimônia do Oscar com um longo preto Versace de veludo. Um luxo só.




CHARME
Blazer de veludo cotelê Triton. R$ 550


ESTILO
A cantora Beyoncé exibiu um Versace de veludo na festa do Oscar. O tecido foi vedete nas passarelas internacionais, como no conjunto de Chanel .


Fonte: Revista Epoca
Fotos: Guto Costa/ÉPOCA; Laura Rauch/AP; Remy de la Mauviniere/AP. Estilo e produção: Ana Hora. Beleza: Carla Biriba. Modelo: Chloe Lerina (40 Graus). Agradecimento: Estrela da Lapa





Domingo, Abril 17, 2005


Tendências de Primavera-Verão 2005-2006

A Multi-Moda da Primavera Verão 2005-2006 - Tendências

A moda do próximo verão pode ser comparada a uma colcha de retalhos ou uma esquina de várias vielas a seguir. E todas estas vielas possuem seus atrativos próprios. Todas estão atraentes por seus adornos, cores e detalhes do caminho. E ainda, relembrando a colcha de retalhos, pensemos em cada tendência como um retalho rico e interessante e, desta forma, a colcha toda seria um desafio aos olhos que se perderiam em curiosidade de apreciar todos os pedaços, ou em interesse de aproximar, mesclar e remodelar alguns deles. Assim pode ser feito com as tendências de Primavera-Verão 2005-2006.
Respeitando apenas um limite de abrangência dos temas (excluindo peças-chave e cores em decadência) e não limitando o alcance criativo da imaginação, pode-se fazer da moda desta estação um mix de mensagens de liberdade, cultura, amor a natureza, raça, felicidade e valorização da beleza.
Listamos abaixo alguns temas em destaque dentre o legado das fashion trends das passarelas internacionais, bureaus de estilo por todo o mundo da moda, feiras de tendência e laboratórios de criadores brasileiros de sucesso.

ÉTNICO E FOLK: África, Índia, América-Latina (além da wild west americana ressaltada pela mídia no Brasil) ¿ looks hippie-chic, cowboy, indian, zen e wild africa, tecidos jacquard, tié-dye, cáftans, túnicas e batas (Índia). A peça pode fazer da pessoa um nativo ou um visitante.Cores:verde malta, marrom, caroteno, bege, terrosos, amarelo girassol, verdes, café. Peças ricas em manualidades (crochês, bordados, patchwork). Acessórios de madeira, pedras em birita, cristal. Franjas, fivelas, arabescos. Baceletes, pulseiras, detalhes em penas. Textura de croco e anaconda.





URBAN SAFÁRI: Calças secas, saias com ampla silhueta, vestidos em cores terrosas (bege, vermelho, caroteno). Estampas de carimbo, em tonalidade do tecido, detalhes de ombro, botão cobre, fitinhas de couro, amarração em barras, bolsos amplos grandes em calças denim, lavagens muito desgastantes em jeans, com estonagem, borrões em cromo. Fit: Superior mais amplo (ovr-size top) e calças assinaladas. Um safári releito, mais esporte, excelente para ser mesclado a detalhes étnicos, como figuras e texturas de peles de animais e algo de natureza.






WATER & NATURE: A Natureza, em suas propriedades e maravilhas, somada a questões de impacto ambiental surtam sobre cores (azul piscina, verde mar, azuis que remetam a água), estampas (florais, nativos, aves etc) e formas. Até mesmo o jeans com lavagens em índigo blue envelhecidos, desgastados e remetendo a azuis intensos. Super bordados florais, babados trabalhando novos tamanhos (do efeito de retalhos e fuxicos ao godê de volumes). Ainda um remake no clássico navy em listas, com mais liberdade de cores (principalmente pastéis, causando o rainbow contínuo em tops.





TUTTI-FRUTTI: Um pouco de vibração de cores, glitter e delícias numa releitura diferenciada da de 2001. Estampas com temas tropicais, cores pastel ou texturadas. Cherry, water e banana. Peças femininas básicas enriquecidas com detalhes decorativos, minimalismos temáticos, white+color, dos anos 70 a psicodelia; o jet-set. Jérsei e jeans.




ROMANTISMO: Fantasia dos paraísos bucólicos, da ingenuidade. Preenchimento de peças com detalhes em manualidades (bordados ponto cruz, fuxicos, rendas de algodão, fitas, ilustração floral, romântica, crochês). Soft-retrô (detalhes sutis de outras décadas). Batas: com renda, ponta, alça finas e/ou decoradas, apliques de crochê, estrutura mais infantil com volume sobre os seios, godê e cintura ajustada. Decotes em V e U, com bordados, rendas de cetim e algodão. Vale ligar o romance bucólico à inspiração de liberdade dos povos nômades (ciganos), criar saias volumosas (mas não muito longas), godê, aplicar babados, tecidos transparentes. No jeans apliques de estampa nominativa, bordados no bolso, na pala e coxa; além de fit afunilado na peça inferior. Over-size em túnicas com recorte sexy pelo aspecto solto. Cores: coral, pêssego, salmão, marfim, verde melão, bambu, vermelho seco, ametista. Tecimento em lurex, suplex, cetim, seda, chifon etc.





Fonte: Portais da Moda - por David Nakagawa


Domingo, Abril 10, 2005


Milão - Primavera/Verão - 2005

Versace
Milão, 2 de outubro de 2004

Momento de reposicionamento para a Versace. Para começar, a estilista Donatella Versace teve que superar seus problemas pessoais, e passar por algumas internações da última temporada para cá. Depois, nesta semana, vieram as notícias de que ela estaria bem e trabalhando.

O esforço da companhia se fez sentir no desfile, no endereço tradicional da Via Gesù. Sem celebridades na primeira fila (milagre!): foco nas roupas. É verdade que ficou com cara de outra marca, mas vale. Também outra novidade: para se concentrar na reestruturação da grife, decidiu-se não mostrar a segunda linha, a Versus. Outro passo bem-dado.

Por fim, faltava conseguir resolver o maior pepino: a estética rebuscada da marca criada pelo gênio Gianni Versace não fala com o momento de hoje. Nem em termos da sensualidade exagerada nem em termos de seu exagero decorativo. Espertos, Donatella e sua equipe se moveram em direção a uma cartela de cores suave, inspirada no mar, nas conchas, nas sereias, e conseguiu alguns bons momentos, que certamente serão absorvidos pela vida real. Nos Oscars, sem dúvida.

Mais limpa, portanto, a Versace veio incrivelmente mais simples. Força nos detalhes, na construção das roupas e contando desta vez também com a tecnologia da indústria têxtil, com interessantes combinações de materiais, a marca mostrou menos pele. Ou ao menos, de uma maneira mais elegante, ainda que feminina e sensual. Acertou o foco. Até as meninas estão menos vamp, mais bonitas.

Assim, este desfile de verão, mesmo que não seja uma nota brilhante na história da companhia, mostra um passo num território mais firme. E seguro.

Confira as fotos do desfile.

Fonte: Erika Palomino



Milão - Primavera/Verão - 2005

Roberto Cavalli
Milão, 2 de outubro de 2004

Mestre do estilo e da hipérbole fashion italianos, Roberto Cavalli atraiu a atenção do povo de moda. Afinal, como sair do mundo de excessos da história do estilista?

Cavalli provou mais uma vez sua inteligência, a mesma que a faz vender feito chuchu, mesmo em tempos bicudos. Ele acreditou na leveza dos materiais, com muito chiffon e musseline para contar a vida de uma jet-setter que viaja pelo mundo pegando referências e influências para seu vestir.

A idéia não é nova? Não mesmo. Mas é caminho certo para momentos de crise (quantas vezes ouvimos designers se inspirando nas férias para seus desfiles de verão?).

Tudo bem. Assim ele justificou a atual febre do étnico que assolou as passarelas italianas nesta estação. Tudo bem também que a edição do desfile fazia com que pensássemos que o mesmo vestido estava entrando de novo). Cavalli consegue criar peças usáveis e desejáveis, com bom trabalho de modelagem e estamparia.

Neste verão não foi diferente. E quer saber? Vai super agradar suas clientes brasileiras, que foram lembradas e homenageadas (alegadamente) com um vestido azul turquesa dramático, com silhueta de Carnaval. Ou do que Cavalli acha que é o Carnaval. Mas já está bom.

Confira as fotos do desfile.

Fonte: Erika Palomino



Sexta-feira, Abril 08, 2005


Milão - Primavera/Verão - 2005

Prada
Milão, 29 de setembro de 2004

A Prada fez mais um de seus históricos desfiles. Desta vez, usa elementos da Jamaica, pássaros e esportivo para
servir de base para um verão absolutamente novo. Sem resquícios de décadas do século 20, Miuccia Prada cria uma silhueta inédita, com proporções que refletem o hoje, o já. E por isso é tão novo.

Kristen McMenamy abriu o desfile, e essa seria apenas a primeira surpresa. O dub jamaicano malemolente, na trilha sonora, atuava como moldura para a mais desconcertante simplicidade. O símbolo dessa estética, despojada e mais jovem, é a sandália de desenho franciscano, rasteira -ironicamente feita de couro de croco. Ou seja: custará uma pequena fortuna.

E quem mais poderia ter a cara de pau de pegar os crochês e as toucas jamaicanas para vestidos, barrados, saias e partes de cima de curiosos vestidos? E que tal olhar para a arte plumária, transformando-a em estampas chapadas, em amarelo, marrom...

A equipe de Miuccia Prada, liderada por Fabio Zambernardi, o brilhante diretor criativo da marca, lança neste verão o vestido de um ombro só, forma que certamente vai virar coqueluche no planeta.

O desfile da Prada é desde já um dos mais influentes de todos os tempos.











Fonte: Erika Palomino


Milão - Primavera/Verão - 2005

Miu Miu
Milão, 2 de outubro de 2004

Em passarela com cenário de deserto, tipo cartoon, Miucia Prada desfila o verão 2005 de sua segunda marca Miu Miu.

As estampas de frutas e referências à plumagem de aves, que inspiraram o desfile da Prada são aplicadas com frescor e jovialidade. Confira imagens do desfile.



Fonte: Erika Palomino


Quinta-feira, Abril 07, 2005


Milão - Primavera/Verão - 2005

Missoni
Milão, 29 de setembro de 2004

A Missoni decidiu para este verão 2005 fazer uma síntese das vontades românticas do momento, acionando um repertório de feminilidade que inclui shortinhos, fitas, babados, renda, franjas, tricôs e ênfase na cintura, sempre elevada, enfatizada ainda por onipresentes miniboleros e pequenos cardigans.

A coleção suaviza e torna mais lavado o tradicional zigue-zague que é característico da marca, tentando continuar a caminhada em direção a um look menos decalcado e menos antiquado, mas desta vez perde o ponto.

Com Coldplay e Colder exaustivamente repetidos na trilha sonora, a marca não conseguiu surpreender, com um cabelo pesado e um casting enfraquecido, no desfile aberto pela morena espanhola Marina.

O perfume é 70, e os melhores momentos ficam com os vestidos estampados, em variados comprimentos, que têm venda garantida entre o jet-set europeu que frequenta o mundo dos barcos e rivieras esmeraldas sob o sol.



Fonte: Erika Palomino


Milão - Primavera/Verão - 2005

Marni
Milão, 28 de setembro de 2004

A marca de Consuelo Castiglione deu o start para os desfiles importantes da temporada de Milão.

Foi um desfile focado no desejo que as consumidoras têm no momento, com um mix de Prada, Miu Miu e Marni. É o desejo de hoje, e com exceção dos vestidos de seda tecnológica do final, não há novidades no verão da marca.

É uma opção mais segura para tempos em que as vendas precisam ser feitas.

Elise Crombez abriu o desfile, em verde e rosa sinalizando uma intenção claramente otimista, ao som de versões de "Here Comes the Sun", dos Beatles. Era bonito, sem dúvida, mas não coloca a marca para a frente.

A cintura é sempre marcada por cintinhos, as saias são com volume, anos 50, sandálias de salto anabela, alguns casaquetes e blazerzinhos também de silhueta 50.

O que ficou mais novo foi a orientação para um approach mais natural, ainda boêmio e quase hippie, com muito linho amassado, algodões e, principalmente, nos momentos em juta, como em Gemma Ward. Também no styling, colares de flores lembram demais a Prada, empacando a imagem. O cabelo desgrenhado, meio fazenda, era belo.

Por fim, os momentos folk-chic, como na imagem camponesa com cinto de pedrinhas amarrado atrás de modo rústico, conseguiram os melhores efeitos de edição, principalmente com os metalizados em prata tipo lurex.



Fonte: Erika Palomino


Quarta-feira, Abril 06, 2005


Milão - Primavera/Verão - 2005

Jil Sander
Milão, 01 de outubro de 2004

A estilista alemã Jil Sander fez um brilhante desfile de verão 2005. Foi uma surpresa. É certo que poderia vir qualquer coisa dali. Sander fez um bom desfile de inverno, mas também é verdade que não é exatamente um momento propício para o minimalismo que ela ajudou a construir, mas com sensibilidade e delicadeza, a grife trouxe frescor a esta temporada italiana meio morna e se transformou num dos melhores desfiles da cidade.

Azuis e brancos, em pura poesia, acionam um dia a dia sofisticado e simples, em que os elementos do esportivo mais uma vez são a base, desta vez pontuados por laços e chapéus.

Sander teve como grande sacada a mistura de texturas em seus sensacionais e característicos materiais tecnológicos e, principalmente, o jogo com os acessórios: calçados tipo Raider que tiravam a sisudez de sua estética germânica, mesmo num vestido tomara-que-caia de náilon tecno.

Turquesas mais acesos acendiam aqui e ali a coleção, na impecável edição de Joe McKenna, que provou que continua um mestre. Foi tudo perfeito.



Fonte: Erika Palomino


Milão - Primavera/Verão - 2005

Gucci
Milão, 30 de setembro de 2004

O desfile de verão 2005 da Gucci marca a estréia da estilista Alessandra Facchinetti na direção criativa da grife. É a primeira coleção depois do final do reinado de Tom Ford. Há que se concordar que a tarefa não é fácil.

As roupas conjugam os elementos da feminilidade com leve perfume étnico, mas bem leve.

A estilista conjuga o luxo e o sexy da Gucci, tomando como ponto de partida a silhueta instalada por Ford, mas precisa acrescentar seu próprio repertório ao universo da marca. Não empolgou. Parecia um remix.

Aparentemente com medo de assustar as clientes da grife, a estilista preferiu ir no seguro e já conhecido: olho escuro, gloss, cabelo liso, salto alto e formas junto ao corpo. Era uma sensualidade mais sutil, mas a grife se ressentiu de mais novidade. Havia poucas idéias. Talvez a história das alças nas costas, reveladoras, com o jogo com lingerie que Ford também consagrou, mas foi só. Tampouco agradaram as bolsas grandes, meio western, pesadas demais, e os sapatos de salto brilhantes.

Em seu rancho no Texas, Tom Ford deve estar se divertindo.




Fonte: Erika Palomino


Terça-feira, Abril 05, 2005


Milão - Primavera/Verão - 2005

Dolce & Gabbana
Milão, 01 de outubro de 2004

Se você gosta de estampa de cobra, está aqui um prato cheio. A dupla italiana quer provar que não está para brincadeira e quer acertar em cheio o gosto das consumidoras milanesas, chegadérrimas num animal print, como bem sabe Roberto Cavalli.

Pois a dupla também gosta. E como. Assim, tome python. Em couro, em lingerie, em jeans, em sapato, em bolsa, em blusa de musseline, em brilho. Pense em como você gostaria de ver uma pele de cobra e ele fizeram, num valoroso trabalho de materiais.

Safári-chic, uma das tendências desta estação, é o mote aqui, alegadamente inspirado na África de Avedon, que numa bizarra coincidência morreria neste dia. Ainda que algo repetitiva, a coleção da Dolce & Gabbana, vem bem construída.

Mas deixa alguns tópicos para reflexão. Naomi abriu o desfile, num tomara-que-caia corseletado, pura pele de cobra, com belos colares dourados, mulher-girafa urbana e glamourosa. Uma imagem bela, mas que estranhamente olha para trás. O pensamento retorna diante da camiseta que diz: Luxe is More. Para a Dolce & Gabbana, bons mesmo eram aqueles tempos, em que o luxo imperava, todo (o) mundo gastava pencas com roupas e as supermodels não levantavam da cama por menos de US$ 10 mil...



Fonte: Erika Palomino


Segunda-feira, Abril 04, 2005


Milão - Primavera/Verão - 2005

D&G
Milão, 28 de setembro de 2004

A segunda marca de Domenico Dolce e Stefano Gabbana conseguiu frescor e leveza com seu desfile inspirado em Elvis Presley e seus momentinhos havaianos (vale lembrar também que o desfile de inverno 2004/2005 da marca trouxe a neta de Elvis, Riley Keough).
Em agosto, as três gerações de mulheres da família Presley (Priscilla, Lisa Marie e Riley Keough) foram capa da "Vogue" América.

A passarela, na já clássica sala da via San Damiano, QG dos estilistas, vinha com palmeiras e areia (onde brincava o filho da atriz Asia Argento antes de o desfile começar). O convite já dava a pista, com a foto em PB de Elvis nos anos 50, cabelo à brilhantina.

A imagem virou estampa, que apareceu em Daria, usada com a deliciosa microssaia tipo ráfia, evolução das peças das dançarinas de hula. Fofo e bem-humorado, como pede o momento, bom também para uma segunda linha. Jessica Stam abriu a apresentação com violão e camisa de estampa havaiana.

Os elementos da Dolce & Gabbana estavam lá: brilhos, brocados, cristais, (muito) paetê, salto alto e glam. Mas de modo despretensioso, desfilados ao som de Elvis. A coleção investiu forte na estampa do hibisco, claro, em mil variações. As melhores nos vestidinhos à la chita e no minicheomsang stretch cor de laranja, sexy.

Vestidos-corseletes em jeans trazem a silhueta característica da dupla, realçando os seios e desenhando os quadris, o mesmo que acontece com o vestidinho de renda baby-doll laranja e pink usado pela sereia brasileira Isabeli Fontana.

Influência brasileira? Pode ser, já que a marca se prepara para abrir seu novo endereço no shopping Iguatemi, em São Paulo.

No final, a sequência de aplausos trouxe as modelos em minúsculos biquínis, que em nada lembravam a caretice do estilo europeu de beachwear, mas tinham tudo a ver com as praias brasileiras, que Stefano e Domenico vêm frequentando recentemente.




Fonte: Erika Palomino


Milão - Primavera/Verão - 2005

Gibo
Milão, 27 de setembro de 2004

Veja imagens do verão 2005 da Gibo, que estréia nas passarelas de Milão.



Fonte: Erika Palomino


Domingo, Abril 03, 2005


A fé está na moda nas ruas e lojas de Nova York
Do New York Times


NYT

Camiseta sugere 'coexistência' entre religiões


No final da semana passada, Trapper Blu, um instrutor de esqui e snowboard de Utah, apareceu com sua família na Christopher's, uma loja de camisetas no Greenwich Village, em Nova York, e experimentou uma camisa estampada com uma imagem de Jesus e o slogan "Deixe as drogas e venha ganhar um abraço".

"Eu usaria isso, pode apostar", disse Blu, 23, admirando seu reflexo no espelho. "Essa camisa é divertida", ele acrescentou, ajeitando a aba de seu chapéu de caubói, "mas não caçoa de Jesus ou coisa parecida."

A algumas quadras dali, na (badalada loja de moda jovem) Urban Outfitters, Jurek Grapentin, um turista alemão, olhava enquanto sua jovem amiga examinava uma saia estampada com um rosário entrelaçado com as palavras "Todo mundo ama uma garota católica".

"É uma bonita mensagem", disse Grapentin, 22. "Os católicos geralmente têm idéias muito tradicionais. Para mim isto parece mais novo, mais moderno."

Blu e Grapentin estão entre a legião de fiéis, ou apenas gente que gosta de andar na moda, cada vez mais atraída por temas e imagens religiosas - retratos de santos, fragmentos de escrituras - que nos últimos meses migraram dos cartazes e adesivos de pára-choque para os bonés de beisebol, camisetas, sandálias "japonesas" e até roupas de estilistas. Essas mensagens estão sendo adotadas por um número crescente de pessoas, na maioria jovens, que as usam como um depoimento de fé ou, ironicamente, como um sinal de modernidade.

Vende-se fé

"Não há dúvida, a religião está se tornando uma nova marca", disse Jane Buckingham, presidente da Youth Intelligence, uma empresa que faz análise de tendências. "Para uma geração de jovens ávidos para pertencer a alguma coisa, usar uma camiseta ou boné 'Jesus Salva', ou uma pulseira de cabala é uma maneira de se sentir ao mesmo tempo único, um membro de uma cultura ou clã específicos e também parte de algo muito maior."

Houve uma época em que esses símbolos eram usados discretamente e comprados nas lojas de presentes religiosos. Hoje, talvez com a ajuda de celebridades como Ashton Kutcher e Paris Hilton, que foram fotografados ostentando mensagens espirituais em camisas e bonés, os aspirantes a modernos e tietes da moda, assim como os devotos, estão exibindo artigos semelhantes, que são facilmente encontrados nas redes de lojas e online.

Uma pesquisa rápida na Internet na semana passada, incluindo pontos de venda tradicionais como Amazon.com, revelou camisetas, sacolas para boliche, fivelas de cinturão e coleiras para cachorros com mensagens como "Inspirado por Cristo", "Toda a glória para Deus", "Eu (símbolo do coração) Hashem" (palavra hebraica para "Deus"), "Moisés é meu chapa" e "Buda abala".

Mochilas plásticas e camisas com imagens de Jesus e de santos enchem as prateleiras de redes de drogarias e cosméticos como a Walgreens. Alguns itens chegaram a cadeias de moda como a Atrium, uma loja de roupas esportivas em Nova York muito popular entre universitários, que oferece camisas pólo com imagens da Capela Sistina; e a Intuition, uma butique de Los Angeles que vende rosários, pulseiras de cabala e medalhas de São Cristóvão como bijuterias "fashion".

NYT

Xale de Derek Lam com a cruz nas costas


WWD - No outono, a turma da moda, pelo menos aqueles com dinheiro, vão encontrar suéteres que dizem "Jesus ama até a mim" da Dsquared, uma etiqueta que na temporada anterior vendeu roupas estampadas com imagens e slogans obscenos; um xale de Derek Lam bordado nas costas com uma grande cruz; e casacos e vestidos para noite Yves Saint Laurent com referências eclesiásticas.

Ironia

Modas com mensagens espirituais são a última expressão de religião como fenômeno pop, algo que ganhou terreno constantemente entre os consumidores desde o lançamento da série de romances best-seller "Os Esquecidos", baseada numa interpretação fundamentalista cristã da profecia apocalíptica, e do sucesso do filme "A Paixão de Cristo". Sua popularidade chega em um momento em que questões ligadas à fé, incluindo orações nas escolas e o debate sobre a definição da vida, estão dividindo os americanos, o que se reflete em certa medida nos que usam novas modas.

Tanya Brockmeier, 19, outra turista alemã que na semana passada olhava as roupas da Urban Outfitters, usa uma cruz e não vê nada de errado em vestir uma camiseta com tema religioso, "desde que pareça moderna", ela diz. "Essas coisas são uma maneira de mostrar minha fé." Mas Larry Bullock, 41, adora uma camiseta que mostra Jesus como um DJ. Bullock, gerente geral do clube gay Civilian, em Fire Island, Nova York, foi criado como católico. "Mas para mim usar essa camiseta é uma maneira de zombar da retórica que permeia a religião, que considero ridícula", ele disse.

A mercadorização da fé religiosa "nasceu da consciência de que qualquer religião ou movimento religioso, para ser viável, tem de falar o idioma da cultura", disse Randall Balmer, professor de religião americana no Barnard College em Nova York. Balmer também observou que manifestar opiniões religiosas em público, o que teria sido considerado absurdo ou mesmo presunçoso 20 anos atrás, tornou-se aceitável. "Vivemos em um ambiente pluralista e multicultural, que reconhece implicitamente que os indivíduos têm o direito de se diferenciar", ele disse. "Na verdade, há uma marca de autenticidade nisso."

Lucro divino

Seja qual for o motivo da popularidade das mercadorias com mensagens, está gerando vendas robustas. O faturamento com roupas e acessórios nas livrarias e lojas de presentes cristãos atingiu cerca de US$ 84 milhões no ano passado, segundo a Associação de Livreiros Cristãos. A Teenage Millionaire, de Los Angeles, fabricante da camiseta "Jesus é meu chapa", que vendeu um milhão de unidades, divulgou vendas de US$ 10 milhões no ano passado, contra US$ 2 milhões três anos atrás.

O grupo Solid Light de Columbus, Ohio, que vende camisetas com legendas como "Jesus abala", não revela os números de vendas mas está projetando um aumento de 40% em relação ao ano passado. "Nosso negócio tornou-se corrente dominante", disse Debbie Clements, gerente de vendas da empresa. "Não vai demorar muito para você ver mais estilistas do mercado secular fazendo moda religiosa."

Chris Rainey, diretor de marketing da Kerusso, uma empresa de Berryville, Arkansas, que vende pulseiras com os dizeres "Viva para Ele" e camisetas com mensagens como "Morto para o pecado, vivo para Cristo", afirma que seus produtos fazem a fé parecer relevante. Estamos apenas fazendo o que muitas igrejas começaram, usando o marketing para atingir a nova geração", ele disse.

Tementes a Deus

Ainda assim, o conceito de religião como mercadoria usável repele alguns consumidores. "Eu não usaria roupas com mensagem religiosa", disse Megan Schnaid, 27, uma estudante da Universidade de Nova York. "Não estou acostumada a colocar minha fé em exibição."

Muitos varejistas também hesitam em vender moda com tendência religiosa agressiva. Aurélio Barreto, que dirige uma rede de cinco lojas no sul da Califórnia chamada C28 (uma referência ao verso bíblico Colossenses 2:8), lembrou que quando tentou pela primeira vez vender sua linha Not of this World [Do outro mundo] para lojas seculares nos shoppings da Califórnia foi rejeitado. "Eles me diziam: de modo algum vamos comprar isso", disse Barreto. "Não vamos vender Deus aqui."

Michael Macko, diretor de moda masculina da Saks Fifth Avenue, que viu a coleção Dsquared em Milão no último inverno, disse que ficou um pouco chocado. "Hmm, eu pensei. Religião como tema de moda... Isso é um pouco diferente de veludo cotelê ou pêlo de camelo. Como vamos lidar com isso?" A Saks comprou a linha Dsquared para suas lojas de todo o país. "Compramos como um item de moda, e não como uma declaração moral", disse Ronald Frasch, comprador chefe da Saks. "Nós vendemos cruzes, e não há muita distância das cruzes para os suéteres."

Não é de surpreender que alguns lojistas seculares estoquem artigos baseados em religião porque temem perder uma oportunidade. "Não queremos que só os punks e roqueiros entrem na loja", disse Priti Lavingia, dona da T-Shirt Stop em Marino Valley, Califórnia, que vende a linha Not of This World. "Acho que 20% das pessoas desta área são muito religiosas", disse Lavingia.

(Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves)

Fonte: Moda UOL


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